Às vésperas da planejada visita do Papa Leão XIV ao Peru, o advogado canonista peruano Mons. Ricardo Coronado-Arrascue alerta em entrevista a John-Henry Westen que o Pontífice não participará pessoalmente de cerimônias ligadas à Pachamama, mas permitirá que outros o façam, enquanto pairam graves alegações sobre sua atuação como Bispo Robert Prevost num caso de abuso envolvendo um sacerdote peruano.
Em uma entrevista concedida ao programa The John-Henry Westen Show, o advogado canonista peruano Mons. Ricardo Coronado-Arrascue discutiu a controvérsia em torno da Pachamama e das práticas religiosas indígenas, às vésperas da planejada visita do Papa Leão XIV ao Peru. Coronado descreve a Pachamama como enraizada na religião andina pré-cristã e argumenta que uma moderna “teologia indígena” tentou elevar a cultura indígena ao lado do Evangelho, produzindo sincretismo religioso.
Questionado se o Papa Leão poderia participar de uma cerimônia relacionada à Pachamama durante sua visita, Coronado afirma que não espera que isso aconteça. Leão é cuidadoso com sua apresentação pública, mesmo enquanto promove políticas controversas por meio de nomeações e outras figuras. Ele não fará a Pachamama. Ele deixará que outros a façam.
A entrevista volta-se então para alegações que cercam a atuação do Papa Leão, quando ainda era Bispo Robert Prevost, num caso de abuso envolvendo um sacerdote peruano. Coronado alega que Prevost não buscou um julgamento canônico adequado e discute um novo livro que, segundo ele, revela conexões entre o sacerdote acusado, Prevost e um clérigo que mais tarde se tornou secretário de Prevost.
Coronado enfatiza uma distinção canônica crucial entre a demissão do estado clerical e uma dispensa, argumentando que esta última permitiu que as alegações subjacentes evitassem o escrutínio de um julgamento. Estas são alegações sérias e contestadas, apresentadas por Coronado, e não conclusões estabelecidas de forma independente. A questão é se a verdade virá à tona antes da visita — ou se será enterrada sob o aparato cerimonial. As alegações são graves. O Papa está vindo. E os fiéis merecem respostas.
📎 Fonte original: Lifesitenews
