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Festa dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico: a defesa da fé contra a iconoclastia

11 de outubro de 2026 às 22:01

Festa dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico: a defesa da fé contra a iconoclastia

A Igreja celebra hoje a memória dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico, reunido em Niceia no ano de 787, que restabeleceu o culto das sagradas imagens e condenou a heresia iconoclasta, reafirmando a doutrina da Encarnação do Verbo de Deus.

A Igreja celebra hoje a memória dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico, reunido em Niceia no ano de 787, que restabeleceu o culto das sagradas imagens e condenou a heresia iconoclasta, reafirmando a doutrina da Encarnação do Verbo de Deus.

A Igreja celebra hoje a memória dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico, reunido em Niceia no ano de 787, que restabeleceu o culto das sagradas imagens e condenou a heresia iconoclasta, reafirmando a doutrina da Encarnação do Verbo de Deus.

O Sétimo Concílio Ecumênico foi convocado pela imperatriz Irene de Atenas, regente do Império Romano do Oriente durante a menoridade de seu filho Constantino VI, e presidido pelo legado papal, o diácono romano e futuro Papa Adriano I, juntamente com o patriarca de Constantinopla, São Tarásio. A assembleia reuniu cerca de trezentos e cinquenta bispos e teve lugar na igreja de Santa Sofia de Niceia, cidade da Bitínia, na Ásia Menor, não devendo ser confundida com a igreja homônima de Constantinopla.

A questão central do concílio foi a controvérsia iconoclasta, iniciada no ano de 726 pelo imperador Leão III, o Isáurio, que proibiu a veneração das imagens sagradas, ordenou a sua destruição e perseguiu os que a elas se opunham. Seu filho e sucessor, Constantino V Coprônimo, radicalizou a política iconoclasta e convocou em 754 um sínodo em Hieria que condenou as imagens, sínodo este que o Sétimo Concílio Ecumênico declarou posteriormente ilegítimo e destituído de autoridade.

Os Padres conciliares, à luz da tradição patrística e da Sagrada Escritura, distinguiram com precisão a adoração devida somente a Deus, a latria, da veneração prestada às imagens, a dulia, ensinando que a honra dirigida à imagem passa ao seu protótipo. Fundamentaram a legitimidade das imagens no mistério da Encarnação: se o Verbo de Deus se fez carne visível, é lícito representá-lo, bem como a Santíssima Virgem, os anjos e os santos, pois a imagem é testemunho da realidade da Encarnação contra toda forma de docetismo.

O concílio definiu ainda que as imagens da cruz, da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos devem ser expostas nas igrejas, nas casas e nos caminhos, e que a elas se deve prestar veneração, não adoração, conforme o ensinamento dos santos Padres. A definição foi aprovada por todos os bispos presentes e confirmada pelo Papa Adriano I, que havia enviado legados e uma carta dogmática em defesa das imagens, na qual recordava a tradição romana e o testemunho dos antigos pontífices.

A festa dos Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico é celebrada no rito bizantino no domingo entre os dias 11 e 17 de outubro, ou no dia 11 de outubro, conforme o calendário, e comemora não apenas os bispos reunidos em Niceia, mas todos os que defenderam a fé ortodoxa contra a iconoclastia, muitos dos quais sofreram o martírio, o exílio e a confiscação de seus bens. Entre eles destacam-se São João Damasceno, que escreveu os três discursos apologéticos contra os que caluniam as santas imagens, e São Teodoro Estudita, que sofreu perseguição por defender a veneração das imagens.

A memória dos Padres conciliares insere-se no conjunto das festas que celebram os concílios ecumênicos, recordando que a Igreja é guardiã e intérprete autêntica da Revelação divina, e que os concílios ecumênicos, assistidos pelo Espírito Santo, definem com autoridade infalível a fé católica. O Sétimo Concílio Ecumênico é o último dos concílios reconhecidos tanto pela Igreja Católica quanto pela Igreja Ortodoxa, e a sua doutrina sobre as imagens permanece norma perene para toda a cristandade.

Na liturgia bizantina, a festa é acompanhada de hinos que exaltam os Padres como colunas da ortodoxia e luminares da Igreja, e que proclamam a vitória da verdade sobre a heresia. O tropário da festa canta: "Glorificado sejas, ó Cristo nosso Deus, que firmaste os nossos Padres como luzes na terra, e por eles nos guiaste a todos à verdadeira fé; ó Muito Misericordioso, glória a Ti." A celebração recorda igualmente que a defesa das imagens é inseparável da defesa da fé na Encarnação e da integridade do depósito revelado.

A atualidade da festa permanece viva, pois a questão das imagens sagradas toca o próprio coração da fé cristã: a realidade da Encarnação, a mediação visível da graça e a comunhão dos santos. Ao celebrar os Santos Padres do Sétimo Concílio Ecumênico, a Igreja convida os fiéis a professarem com firmeza a fé definida em Niceia, a venerarem com amor as santas imagens e a guardarem a tradição recebida dos Apóstolos e dos Padres, na certeza de que a verdade católica, definida sob a assistência do Espírito Santo, permanece para sempre.


📎 Fonte original: Newliturgicalmovement

📷 Foto: Eddie O. via Pexels — Stunning interior of a Greek Orthodox Church in Houston, TX, showcasing vibrant Byzantine art.

📎 Fonte original: Newliturgicalmovement

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