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Justiça arquiva caso de 6 católicos presos por rezarem diante de igreja em Paris

10 de junho de 2026 às 16:56

Justiça arquiva caso de 6 católicos presos por rezarem diante de igreja em Paris

A justiça francesa decidiu arquivar o caso dos seis católicos que foram presos por rezarem de joelhos diante da Igreja de Saint-Laurent, em protesto contra o uso do templo durante o evento Nuit Blanche. A decisão reconhece a falta de fundamento para prosseguir com a acusação, mas o caso reacende o debate sobre a perseguição religiosa e o silêncio das autoridades eclesiásticas.

O tribunal francês classificou como "sem seguimento" o processo contra os seis fiéis católicos detidos por orarem publicamente diante da Igreja de Saint-Laurent, em Paris. O incidente ocorreu durante a Nuit Blanche, evento cultural que utilizou o espaço sagrado para fins profanos, o que motivou o protesto dos católicos. A decisão judicial, amplamente comemorada por grupos tradicionalistas, foi publicada pelo site Le Salon Beige, que destacou a futilidade de processar cristãos por exercerem sua fé.

Os manifestantes foram presos após ajoelharem-se em frente ao templo, em gesto de oração e reparação, enquanto a igreja era usada para instalações artísticas consideradas blasfemas. A acusação inicial, que poderia resultar em multas ou penas restritivas, foi considerada desproporcional pela defesa, que argumentou tratar-se de legítima expressão religiosa. O arquivamento do caso foi recebido com alívio, mas também com críticas ao tratamento dado pela justiça a atos de fé.

O Le Salon Beige, veículo de orientação católica tradicional, aproveitou para questionar a postura do arcebispo de Paris, Dom Ulrich, diante do ocorrido. "Gostaríamos de ouvir Dom Ulrich sobre este escândalo", escreveu o site, referindo-se à falta de manifestação pública do prelado em defesa dos fiéis e contra a profanação do espaço sagrado. A omissão é vista como mais um exemplo do silêncio da hierarquia eclesiástica diante de ataques à fé católica.

A Nuit Blanche é um evento anual que transforma espaços públicos e privados em galerias de arte contemporânea, mas a escolha de igrejas para instalações muitas vezes provocativas tem gerado controvérsia. No caso da Igreja de Saint-Laurent, os católicos denunciaram o uso do templo para fins que violam sua sacralidade, especialmente durante a noite de 5 para 6 de outubro. O protesto pacífico, com orações de joelhos, foi a resposta de um grupo de leigos que se sentiu desrespeitado.

A decisão judicial de arquivar o caso reflete, segundo analistas, a percepção de que a justiça tem "coisas mais importantes para fazer" do que perseguir cristãos que oram. No entanto, o incidente expõe a crescente tensão entre a liberdade artística e a liberdade religiosa na França, país de tradição laica mas com forte herança católica. Grupos católicos tradicionalistas veem no episódio mais um sintoma de "cristofobia" institucional.

Enquanto isso, a Igreja de Saint-Laurent permanece como palco de disputas simbólicas. Para os fiéis, a falta de uma posição clara do arcebispo Ulrich é decepcionante, especialmente em um momento em que a perseguição religiosa se intensifica na Europa. O arquivamento do processo é uma vitória pontual, mas a luta pelo respeito aos lugares sagrados continua, exigindo uma postura mais firme das autoridades eclesiásticas.

📎 Fonte original: Le Salon Beige

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