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Vaticano alerta contra 'extremismo' de fiéis que questionam Comunhão na mão e de joelhos

29 de outubro de 2026 às 00:18

Vaticano alerta contra 'extremismo' de fiéis que questionam Comunhão na mão e de joelhos

Um comunicado do Dicastério para o Culto Divino, liderado pelo Cardeal Arthur Roche, adverte sobre o 'perigo do extremismo na esfera litúrgica' e critica grupos que, segundo o texto, provocam divisão ao levantar questões como a recepção da Sagrada Comunhão de joelhos ou na mão e o uso do véu por mulheres. A denúncia foi destacada por John-Henry Westen, do LifeSiteNews, que questiona por que tais práticas tradicionais de reverência são caracterizadas como divisoras, enquanto outras situações rece

Um comunicado do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, órgão vaticano liderado pelo Cardeal Arthur Roche, gerou forte repercussão ao alertar contra o que classifica como 'o perigo do extremismo na esfera litúrgica'. O documento critica grupos que, segundo a Santa Sé, provocam divisão ao levantar questões como a recepção da Sagrada Comunhão de joelhos ou na mão, bem como o uso do véu por mulheres durante a participação na Missa. A advertência foi divulgada em meio a um debate crescente sobre a reverência eucarística e a liberdade dos fiéis na expressão de práticas tradicionais.

John-Henry Westen, apresentador do LifeSiteNews, questionou publicamente a razão pela qual essas práticas estão sendo caracterizadas como divisivas. Em sua análise, Westen argumenta que a ênfase do Vaticano na unidade eucarística corre o risco de marginalizar católicos fiéis que buscam preservar expressões tradicionais de reverência. Para ele, a postura do Dicastério inverte prioridades ao tratar como problema aquilo que muitos fiéis consideram legítimo exercício de piedade e tradição litúrgica.

O comunicado também aborda as restrições contínuas à Missa Tradicional em Latim, tema que permanece no centro das tensões entre Roma e setores tradicionalistas. Westen destaca a controvérsia em torno da peregrinação católica tradicional à Basílica de São Pedro e a condenação pública feita pelo Bispo de Knoxville àqueles que participam de Missas Tradicionais em Latim. Esses episódios, segundo ele, evidenciam um cerco crescente às formas antigas do rito romano.

Na avaliação de Westen, o Papa Leão XIV tem responsabilidade direta pelas restrições impostas aos fiéis tradicionalistas. Ele contrasta essa postura com a permissão que, segundo relata, foi concedida a uma peregrinação de caráter homossexual, sugerindo uma incoerência no tratamento dispensado a diferentes grupos dentro da Igreja. 'Ajoelhar-se para a Comunhão agora é extremismo. Usar o véu é divisão. Mas uma peregrinação homossexual recebe permissão. A inversão está completa', afirma Westen em sua análise.

O comentarista sustenta que a caracterização de práticas tradicionais como extremistas representa um deslocamento preocupante no critério pastoral da Igreja. Segundo ele, fiéis que se ajoelham para receber a Eucaristia ou que optam pelo uso do véu não buscam provocar divisão, mas expressar reverência e devoção. A advertência vaticana, nessa leitura, acabaria por estigmatizar justamente aqueles que desejam manter formas históricas de piedade católica.

A questão da Comunhão na mão versus de joelhos remonta a décadas de debate teológico e pastoral. A prática de receber a hóstia na mão foi amplamente difundida após o Concílio Vaticano II, enquanto setores tradicionalistas defendem a comunhão na boca e de joelhos como expressão mais adequada de fé na presença real. O uso do véu por mulheres, por sua vez, é uma tradição antiquíssima que nunca foi formalmente abolida pela Igreja, mas que caiu em desuso em muitas regiões após as reformas litúrgicas do século XX.

A análise encerra com um contraponto positivo: o jogador de beisebol Sal Frelick, dos Milwaukee Brewers, católico praticante, explicou por que usa uma cruz de forma visível. 'Eu realmente quero que as pessoas saibam que tenho fé', declarou o atleta. Para Westen, o testemunho público de Frelick oferece um contraste edificante com o tratamento dispensado pelo Vaticano aos católicos tradicionais, evidenciando que a fé vivida com autenticidade e coragem permanece um sinal poderoso em meio às controvérsias eclesiásticas.


📎 Fonte original: Lifesitenews

📎 Fonte original: Lifesitenews

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