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Uma súplica pela escuridão no templo de Deus

11 de junho de 2026 às 20:01

Uma súplica pela escuridão no templo de Deus

O artigo defende o retorno à iluminação reduzida nas igrejas, argumentando que a luz elétrica excessiva prejudica a oração e o senso do sagrado, e que a escuridão litúrgica medieval favorece o recolhimento espiritual.

O texto começa com uma reflexão sobre a impossibilidade de retornar a épocas passadas, mas afirma que a restauração da escuridão nas igrejas é algo factível e imediato, dependendo apenas de alguém com autoridade para desligar alguns interruptores. O autor defende o termo "Idade das Trevas" como uma descrição apropriada para a escuridão litúrgica medieval, que ele considera benéfica para a oração.

O autor cita o livro "The Banished Heart", do Dr. Geoffrey Hull, que descreve a transição da estética litúrgica medieval para a moderna, marcada pela secularização e pela perda do senso do sagrado. Hull aponta que a música sacra de Mozart e Haydn se assemelhava à música de concerto, e que as igrejas barrocas passaram a se assemelhar a teatros, com iluminação intensa e decoração ostensiva.

O autor contrasta essa tendência com a escuridão das igrejas medievais, onde a luz das velas e das janelas criava um ambiente propício à oração. Ele relata a experiência com um sacerdote que, ao perceber que as luzes do presbitério haviam sido acesas por um fiel, comentou: "Não há necessidade de acender as luzes se eu as deixo apagadas" e "Sim, as luzes... conheço seu funcionamento e suas funções".

O autor conclui que as igrejas modernas são excessivamente iluminadas, o que prejudica a oração e a concentração. Ele defende que a escuridão litúrgica é um elemento essencial para a experiência do sagrado e que sua restauração é simples e desejável.


📎 Fonte original: Chiesa e post concilio

📎 Fonte original: Chiesa e post concilio

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