O vereador Kevin Nader, do partido de direita Reagrupamento Nacional (RN), propôs durante a sessão de 11 de junho uma norma que proibisse o uso ostensivo de símbolos religiosos na câmara municipal de Ivry-sur-Seine, subúrbio de Paris. A medida visava especialmente as vereadoras que usam o hijab, como a vice-prefeita Fenda Diarra. No entanto, o prefeito comunista Philippe Bouyssou rejeitou a proposta sem votação, alegando 'rejeição moral'.
Diante da recusa, Nader ergueu uma cruz de madeira e recitou a Ave Maria, declarando: 'Já que rejeitam a laicidade, a partir de agora estaremos sob o signo da cruz em cada sessão'. Bouyssou reagiu com fúria, classificando o ato como 'crime político' e expulsando o vereador da assembleia sob aplausos. 'Nunca se insultou deste modo o plenário de Ivry', bradou o prefeito, enquanto Nader se recusava a sair e a sessão era suspensa.
A hipocrisia é evidente: a lei francesa proíbe funcionários públicos de usar símbolos religiosos ostensivos, mas a vice-prefeita islâmica usa o véu sem qualquer punição. 'Dois pesos, duas medidas: quando é o Islã, a laicidade é negociável; quando é o catolicismo, é um crime', comentou um usuário católico nas redes sociais. Nader anunciou que apresentará queixa por ameaças e agressões verbais sofridas após a sessão.
Paralelamente, o ativista nacionalista Jean-Eudes Gannat foi condenado a pagar multas pesadas por filmar imigrantes afegãos sentados na entrada de um supermercado em Segré-en-Anjou Bleu, em novembro de 2025. Ele descreveu os homens como 'primos dos talibãs' e publicou o vídeo no TikTok. O tribunal de Angers o considerou culpado de incitação ao ódio racial, condenando-o a pagar 1.300 euros à SOS Racismo, 800 euros a cada um dos cinco afegãos e 1 euro à Liga dos Direitos Humanos. A sentença gerou indignação entre os que apontam a leniência com crimes reais.
A islamização da França avança em ritmo acelerado. Já são mais de 2.800 mesquitas no país, enquanto igrejas católicas fecham as portas. Em Saint-Martin-des-Champs, no departamento de Finisterra, uma igreja foi demolida e substituída por uma mesquita. O advogado Atilio Faoro, pesquisador da TFP (Tradição, Família e Propriedade) na França, denuncia em seu livro 'Mesquitas: os quartéis da islamização' que esses locais não são apenas templos, mas centros de doutrinação ideológica e comunitária, muitas vezes financiados com dinheiro público.
A associação francesa Avenir de la Culture alerta para a convulsão espiritual e cultural em curso. 'Onde o cristianismo recua, o Islã avança', resume Faoro, citando a substituição de símbolos católicos por islâmicos em espaços públicos. Enquanto isso, políticos como Bouyssou fecham os olhos para o problema, aplicando a laicidade de forma seletiva: tolerante com o Islã, repressiva com o cristianismo.
O caso de Nader e a condenação de Gannat são exemplos de como a liberdade de expressão e a fé católica são sufocadas na França, enquanto a agressividade islâmica é normalizada. A 'filha primogênita da Igreja' parece estar se tornando a 'filha menor do Islã', com a cumplicidade de uma elite política que prefere perseguir cristãos a enfrentar a maré islamizante.
📎 Fonte original: Miles Christi
