No editorial intitulado "Bishops against Bishops: the Proven Solution", T.S. Flanders, publicado no OnePeterFive em 3 de junho de 2026, sob o novo pontificado do Papa Leão, defende que o método tradicional de combater a heresia — o anátema caritativo — é a única via eficaz para restaurar a ortodoxia na Igreja. O autor recorda que, em 2023, o Bispo Paprocki condenou a heresia do Cardeal McElroy na revista First Things, mas sem nomear diretamente o cardeal, o que demonstra uma hesitação que precisa ser superada.
Flanders compara os bispos atuais com os santos bispos do passado, constatando uma falta de coragem viril entre os prelados ortodoxos. Muitos se veem como "vigários do Pontífice Romano", conceito condenado pelo Vaticano II na Lumen Gentium 27, e temem excomungar e aplicar o anátema. No entanto, o autor agradece a Deus por bispos como Paprocki, o Arcebispo Cordileone — que excomungou os cúmplices do assassinato de crianças, apoiado por mais de dezesseis bispos — e o Bispo Strickland, que agiu com coragem apesar de ter sido demitido pelo Papa Francisco.
O autor critica a ênfase excessiva em declarações e documentos, que pouco fazem para conter os lobos hereges. Desde 1965, o movimento tradicionalista pede o "anátema caritativo". O Cardeal Ottaviani, em 1966, exortou os bispos a condenar a heresia, com o apoio do Arcebispo Lefebvre. Dietrich von Hildebrand, em 1965, suplicou a Paulo VI pelo mesmo, mas o pontífice considerou a medida "um pouco dura" e recusou.
O caso da Universidade de Notre Dame é citado como exemplo de omissão episcopal: nos anos 1960, o bispo de South Bend hesitou em interditar a universidade, esperando apoio de Roma, que nunca veio. Milhares de católicos foram levados à heresia ao aderir à revolta contra a Humanae Vitae. No dia do juízo, Cristo julgará os bispos que não protegeram suas ovelhas.
Flanders recorre a São Tomás de Aquino, que defende a responsabilidade do bispo de excomungar hereges como obrigação de caridade para com o rebanho. Cita também Hildebrand, que afirma que o anátema é um ato de "grande caridade", comparável a isolar um portador de doença infecciosa para proteger a saúde espiritual dos fiéis. A ruptura de comunhão com o herege não cessa a obrigação de orar por ele e ajudá-lo.
O artigo conclui com passos práticos: todo bispo tem jurisdição para anatematizar heresias em sua diocese, pode fazê-lo por sínodo diocesano e deve identificar os erros atuais. A Declaração de Verdades, assinada em 2019 pelo Cardeal Burke e pelo Bispo Schneider, já lista os erros comuns. O bispo pode emitir um decreto declarando anátema a quem não confessar as verdades da declaração, ou simplesmente reafirmar a Profissão de Fé ou o Juramento Antimodernista. Cada caso de heresia deve ser julgado localmente, sem depender do Vaticano.
📎 Fonte original: OnePeterFive
