O "cardeal" Camillo Ruini, figura proeminente da Igreja na Itália, faleceu nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, aos 94 anos. A informação foi divulgada pelo "cardeal" Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), em uma declaração oficial. “Reunimo-nos em oração e encomendamos à misericórdia do Pai o "cardeal" Camillo Ruini, a quem o Senhor chamou a si”, afirmou Zuppi no comunicado difundido pela CEI.
Camillo Ruini nasceu em Sassuolo, na região italiana de Emilia-Romagna, em 19 de fevereiro de 1931. Foi ordenado sacerdote em 1954 e dedicou décadas ao trabalho pastoral e acadêmico em sua diocese de origem. Em 1983, foi nomeado bispo auxiliar de Reggio Emilia-Guastalla. Três anos depois, assumiu o cargo de secretário geral da Conferência Episcopal Italiana, função que exerceu até 1991.
Em 1991, São João Paulo II o nomeou presidente da Conferência Episcopal Italiana e vigário geral para a diocese de Roma. No mesmo ano, foi criado cardeal no consistório. Ruini presidiu a CEI entre 1991 e 2007, período em que acompanhou a vida da Igreja na Itália sob os pontificados de São João Paulo II e Bento XVI. Paralelamente, exerceu por anos o cargo de vigário geral do Papa para a diocese de Roma, sendo responsável pela coordenação pastoral da Igreja na capital italiana.
Em sua mensagem de condolências, o "cardeal" Zuppi recordou que Ruini desempenhou seu ministério com a convicção de que a fé deveria dialogar com as questões levantadas pela sociedade e pela cultura de seu tempo. “O anúncio cristão, ele sempre sustentava, deve encontrar-se com as perguntas reais do homem, da sociedade e da cultura”, destacou o presidente da CEI.
Zuppi também lembrou o lema episcopal do "cardeal" Ruini, “Veritas liberabit nos” (“A verdade vos libertará”), e enalteceu seu serviço à Igreja italiana, à diocese de Roma e à Igreja universal. O comunicado conclui expressando proximidade aos familiares do purpurado, à diocese de Roma e a todos que colaboraram com ele durante seu ministério.
Com seu falecimento, desaparece uma das figuras mais conhecidas da vida eclesial italiana das últimas décadas. Ruini deixa um legado de dedicação à Igreja e de diálogo entre a fé e as questões contemporâneas.
📎 Fonte original: Infovaticana
