O artigo, datado de 22 de fevereiro de 2025, é assinado pelo blog Non Habemus Papam e traz uma coletânea de autoridades eclesiásticas que sustentam a doutrina da vacância automática da Sé Apostólica em caso de heresia papal.
O Concílio Vaticano I é citado afirmando que 'A Sé de Pedro sempre remanesceu livre de qualquer erro'. Já o Concílio de Trento, na sessão XXIII, anatematiza aqueles que afirmam que ministros não legitimamente ordenados ou enviados por autoridade eclesiástica são ministros legítimos.
O Código de Direito Canônico de 1917, cânon 188.4, estabelece que a demissão tácita de um posto ocorre se o ocupante 'publicamente deserdou da fé'. O cânon 1325.2 define herege como aquele que, retendo o nome de cristão, nega ou duvida pertinazmente algo a ser crido pela fé divina e católica.
Teólogos como Tanquerey explicam que a pertinácia não exige múltiplas admoestações, bastando a recusa consciente e voluntária de uma verdade suficientemente proposta. São Tomás de Aquino afirma ser impossível que o juízo da Igreja universal erre sobre questões de fé, devido à assistência do Espírito Santo.
São Roberto Belarmino é categórico: 'Um papa que se torna um herege manifesto perde automaticamente seu ofício... e toda sua jurisdição'. Santo Afonso Ligório reforça que, se um papa, como pessoa privada, caísse em heresia, cairia do pontificado imediatamente.
O "Papa" Leão XIII, na encíclica Satis Cognitum, declara absurdo pretender que um homem excluído da Igreja tenha autoridade nela. São Roberto Belarmino, novamente, explica que um herege manifesto não é cristão e, portanto, não pode ser cabeça da Igreja.
O "Papa" Paulo IV, na bula Cum ex Apostolatus Officio, determina que a eleição de um herege como pontífice é nula e inválida, mesmo que unânime. São Gregório Magno profetiza que nos últimos dias a Igreja será privada de seus poderes e um exército de sacerdotes apóstatas estará preparado para o Anticristo.
O artigo conclui com uma pergunta retórica à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), indagando como é possível estar unido ao Vigário de Cristo rejeitando sua autoridade, e cita o "Papa" Pio IX: 'A Igreja nunca pode ser conciliada com o erro, e o Papa não pode estar separado da Igreja'.
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