No dia 23 de junho, a Igreja celebra a Vigília da Natividade de São João Batista, uma das poucas vigílias preservadas no calendário tradicional, rica em simbolismo e história litúrgica, que antecede a solenidade do nascimento do Precursor do Senhor.
A Vigília da Natividade de São João Batista é uma das mais antigas e significativas vigílias do rito romano tradicional. Diferentemente de muitas outras vigílias que foram suprimidas após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, esta permaneceu no calendário tradicional.
Historicamente, a Vigília de São João Batista tem raízes antigas, remontando ao século VI, quando foi instituída para preparar os fiéis para a festa do nascimento do santo. As rubricas do Missal Romano de 1962 determinam que a vigília seja celebrada com paramentos roxos.
A liturgia da vigília inclui leituras específicas: a epístola é tirada do livro do profeta Jeremias (Jer 1,4-10), que fala da vocação do profeta antes de nascer, e o Evangelho é Lucas 1,5-17, que narra a anunciação a Zacarias.
Um aspecto notável é a conexão com o solstício de verão, simbolizando que João Batista deve diminuir para que Cristo cresça. A Igreja usa esta vigília para ensinar sobre a humildade e a preparação espiritual.
Para os sedevacantistas, a preservação desta vigília no rito tradicional é um testemunho da continuidade da fé católica anterior ao Vaticano II. A celebração fiel desta vigília é um ato de resistência contra a destruição da liturgia sagrada.
