A carta, endereçada ao Superior Geral Padre Davide Pagliarani e aos membros do Conselho Geral da SSPX, é assinada por figuras proeminentes como Dr. Scott Hahn, Dr. John Bergsma, Dr. Mark Miravalle, Dr. Michael Waldstein e o Presidente da universidade, Fr. Dave Pivonka, TOR. Os signatários afirmam escrever não como adversários, mas como irmãos em Cristo que amam a Igreja e compartilham o amor pela liturgia tradicional e a reverência no culto.
O documento cita João 6,67 – “Vós também quereis ir-vos embora?” – para interpelar tanto os líderes da SSPX quanto os fiéis que os seguem. Os teólogos lembram que a unidade da Igreja não é meramente prática, mas pertence à própria vontade de Cristo, que orou ao Pai “para que todos sejam um” (João 17,21).
A carta fundamenta-se no ensinamento do Primeiro Concílio do Vaticano (Pastor Aeternus 3), que afirma que a Igreja Romana possui, por ordenação divina, primazia de poder ordinário sobre todas as outras, e que tanto clero quanto fiéis estão obrigados a submeter-se a este poder. Também recorda o Segundo Concílio do Vaticano (Lumen Gentium 23), que declara o Romano Pontífice como “perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade”.
Os signatários citam o Código de Direito Canônico (Cânon 751), que define o cisma como “a recusa de submissão ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos”. Embora reconheçam que, no passado, “comunidades consideráveis se separaram da plena comunhão com a Igreja Católica – para o que, muitas vezes, homens de ambos os lados foram responsáveis” (Unitatis Redintegratio 3), afirmam que questões legítimas ou queixas não são desculpa para criar um cisma.
A carta exorta a SSPX a seguir o exemplo de São Paulo, que falou abertamente com Pedro (Gálatas 2,11) e, diante das crises, exortou: “Suportai-vos uns aos outros e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6,2). Os teólogos enfatizam que a fidelidade a Cristo inclui confiar que Deus não abandonou Sua Igreja, mesmo que o chamado à conversão e renovação se aplique a todos os membros em todos os níveis.
O documento conclui com um apelo direto: “Por favor, não façam isso. Por favor, não criem esta ferida! Por favor, retomem o diálogo com a Santa Sé e a plena comunhão com a Igreja.” Aos fiéis, pergunta: “O que estais procurando? A quem buscais? Cristo está aqui, em Sua Igreja, em Seus sacramentos.” A carta encerra com a bênção de 2 Coríntios 13,14 e a invocação de Nossa Senhora, Mãe da Igreja.
📎 Fonte original: Onepeterfive
