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Meditação: meio de conhecermos nossos defeitos, ensina Santo Afonso

2 de julho de 2026 às 08:44

Meditação: meio de conhecermos nossos defeitos, ensina Santo Afonso

Em trecho de sua obra 'O Religioso Santificado', Santo Afonso Maria de Ligório explica por que a prática da meditação é indispensável para a vida espiritual: sem ela, a alma não conhece seus próprios defeitos nem os perigos para a salvação.

A alma que não medita não tem luzes. As verdades eternas são coisas espirituais que não se veem com os olhos do corpo, mas só com os olhos da alma, isto é, com o pensamento e com a consideração.

As pessoas que não fazem meditação não veem estas verdades, e é por isso que não veem também a importância da salvação eterna, nem os meios que devem empregar para alcançá-la. A causa da perda de tantas almas é o descuido de meditar no grande negócio da salvação e naquilo que devemos praticar para salvar-nos: “A desolação reina em toda a terra, porque ninguém medita em seu coração” (Jr 12,11).

Ao contrário, aquele que medita nas verdades da fé não pecará: “Lembra-te dos teus últimos fins, e nunca pecarás” (Ecl 7,40). É na oração mental que o Senhor nos fala e ilumina para acertarmos com o caminho da salvação.

Quem não faz meditação não conhece os próprios defeitos, e por isso não os aborrece, diz S. Bernardo, nem tão pouco vê os perigos que corre a sua salvação, razão por que nem pensa em preservar-se deles. Mas quem se dá à meditação logo enxerga os seus defeitos e os perigos de se perder, e, vendo-os, cuidará de remediá-los.

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