O Cardeal Leo Joseph Suenens, figura central no Concílio Vaticano II, declarou em 1969 que o evento foi equivalente à Revolução Francesa de 1789 dentro da Igreja Católica, confirmando a tese sedevacantista de que o Concílio representou uma ruptura modernista e revolucionária com a Tradição.
Em uma declaração contundente publicada na revista Informations Catholiques Internationales em 15 de maio de 1969, o Cardeal Leo Joseph Suenens, um dos principais arquitetos do Concílio Vaticano II, afirmou que o Concílio foi "1789 na Igreja", comparando-o diretamente à Revolução Francesa. Esta citação, amplamente divulgada em meios tradicionalistas, serve como prova documental de que os próprios líderes conciliares viam o Vaticano II como uma ruptura revolucionária, e não como uma simples atualização pastoral.
O Cardeal Suenens, arcebispo de Malinas-Bruxelas e moderador do Concílio, foi um dos mais influentes progressistas durante o evento. Sua declaração ecoa a visão de que o Vaticano II introduziu princípios modernistas e liberais na Igreja, semelhantes aos ideais da Revolução Francesa, como liberdade, igualdade e fraternidade, em detrimento da autoridade divina e da Tradição.
Para os sedevacantistas, esta citação é de máxima relevância, pois confirma que o Concílio Vaticano II não foi uma simples reunião pastoral, mas sim uma revolução planejada que subverteu a doutrina católica. A comparação com 1789 indica uma rejeição consciente da monarquia divina e da hierarquia tradicional, substituindo-as por uma democracia eclesiástica e um humanismo secular.
A declaração do Cardeal Suenens, portanto, reforça a posição de que o Vaticano II foi um evento anticatólico, promovendo uma agenda comunista e modernista que levou à crise atual na Igreja. Este testemunho, vindo de um dos próprios líderes conciliares, é frequentemente citado por aqueles que defendem a tese da vacância da Sé Apostólica, argumentando que os papas pós-conciliares são ilegítimos por aderirem a uma doutrina revolucionária.
