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Grandes teólogos católicos defendem o design divino

8 de julho de 2026 às 22:00

Grandes teólogos católicos defendem o design divino

Em um artigo que conclui sua série sobre a Tradição católica frente ao dogma de Darwin, Peter Kwasniewski reúne as vozes de Santo Agostinho, São Boaventura e Santo Tomás de Aquino para demonstrar que a ordem e a beleza do universo apontam inequivocamente para um Criador inteligente, refutando a ideia de que o acaso ou a evolução sem direção possam explicar a realidade.

O artigo intitulado "Grandes teólogos católicos defendem o design divino" é a terceira e última parte da série "A Tradição católica frente ao dogma de Darwin", publicada no portal Adelante la Fe. O autor, Peter Kwasniewski, recorre aos ensinamentos dos maiores doutores da Igreja para afirmar que a criação, em sua beleza e ordem, é um testemunho eloquente da existência de Deus, contrariando as teorias evolucionistas que atribuem o desenvolvimento da vida ao acaso.

Santo Agostinho é apresentado como o paradigma do estudioso que busca a Deus através das criaturas. Em suas Confissões, o santo de Hipona relata como interrogou a terra, o mar e os animais, e todos responderam: "Não somos teu Deus; busca-o acima de nós". A resposta unânime da criação é que Deus é o Criador: "Ele é o que nos fez". Agostinho explica que a beleza e a ordem do universo se apresentam a todos, mas nem todos as compreendem, pois é necessário um entendimento que julgue as impressões dos sentidos à luz da verdade interior. Aqueles que amam as coisas visíveis não conseguem ouvir a voz da criação, que proclama: "Não é teu Deus o céu, nem a terra, nem nada que tenha corpo".

São Boaventura, por sua vez, desenvolve com entusiasmo franciscano a mesma ideia. Em suas obras, ele afirma que todas as criaturas, consideradas em suas qualidades perfeitas ou defeituosas, "com muito fortes e elevadas vozes proclamam que Deus existe". Umas com grandes vozes, outras com maiores, outras com máximas, todas clamam pela existência de Deus, de quem necessitam e de quem recebem o complemento. No Itinerário da mente a Deus, o santo ensina que "todas as criaturas deste mundo sensível levam ao Deus eterno o espírito do que contempla e degusta". Deus se dá a conhecer através das próprias criaturas, nas quais deixou sua assinatura, assim como a causa se manifesta no efeito e a perícia do artífice em sua obra.

Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, corrobora essa visão. Em seu comentário à Epístola aos Romanos, ele escreve que Deus se manifestou aos homens infundindo uma luz interior e através dos signos exteriores visíveis das criaturas, "nos quais, como em um livro, lessem o conhecimento de Deus". Para Tomás, a natureza não é senão a razão de uma certa arte, a arte divina, ínsita nas coisas, pela qual elas se movem a um fim determinado. Ele compara isso a um artífice que construísse um navio de modo que a própria madeira se movesse para produzir a forma do navio. Essa é a base da quinta via para demonstrar a existência de Deus: o governo do mundo. Vemos que coisas sem conhecimento, como os corpos naturais, agem por um fim, sempre ou quase sempre da mesma maneira, para conseguir o que lhes é mais conveniente. Isso não pode ser obra do acaso, mas de um ser inteligente que dirige todas as coisas naturais a seu fim, e a este chamamos Deus.

O artigo conclui com a citação de um sermão de Santo Tomás ao povo de Nápoles, no qual ele insiste que a ordem do universo é uma prova irrefutável da existência de um Criador. A mensagem central é clara: a tradição católica, desde os Padres da Igreja até os grandes escolásticos, sempre defendeu que a criação é um livro aberto que proclama a glória de Deus, e que negar o design divino em favor do acaso é um erro filosófico e teológico grave.


📎 Fonte original: Adelantelafe

📎 Fonte original: Adelantelafe

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