A Igreja celebra a memória de São Zenão e seus companheiros mártires, que, animados pela fé em Cristo, enfrentaram os tormentos com alegria e constância, dando testemunho da verdade evangélica e inspirando os fiéis a perseverarem na virtude.
«Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos» (São Mateus XX, 16). Se a conversão de um pecador é motivo de alegria para os anjos, que júbilo não terão experimentado ao verem Zenão no céu, acompanhado daquela multidão imensa de cristãos que com ele sofreram o martírio. Esses soldados de Jesus Cristo animavam-se uns aos outros a sofrer generosamente pela causa do seu Deus; dir-se-ia que marchavam para um triunfo e não para um combate. Ninguém temia os tormentos; todos pediam a Deus constância, para si mesmos e para os seus companheiros.
MEDITAÇÃO SOBRE A MANEIRA DE NOS CONDUZIRMOS COM AS NOSSAS RELAÇÕES
I. Assemelhamo-nos àqueles que frequentamos; fazemos o que vemos fazer, sem nos preocuparmos se tal é a vontade de Deus. Conclui daí que a tua salvação depende, em grande parte, daqueles com quem vives. Se tens diante dos olhos exemplos de virtude, praticarás a virtude; se tens maus exemplos, obrarás o mal. «Ó Deus meu», dizia São Bernardo, «quão grato estou de me terdes separado do mundo! Este claustro, esta cela, esta casa, irmãos meus, tudo o que vejo me leva à devoção». «Ó século perverso, onde se tem vergonha de não ser perverso com os perversos!» (Santo Agostinho).
II. Considera as virtudes daqueles que frequentas e, a exemplo de Zenão, imita o que houver de mais perfeito em cada um deles. Admiras a modéstia num, a humildade noutro, a caridade, a mortificação: faze como a abelha, que escolhe o melhor que há em cada flor para elaborar o seu mel. Não fazes o contrário? Não imitas o mal que vês que os outros cometem?
III. Não há reunião de homens, por santa e perfeita que seja, que não contenha algo imperfeito. Não faças o que censurarias noutro; e quando notares alguma imperfeição em algum dos teus irmãos, olha se não tens os mesmos defeitos. Numa palavra, não olhes para as faltas dos outros, mas pensa antes em corrigir-te a ti mesmo. «Ignoram-se os próprios defeitos enquanto se consideram os alheios» (São Bernardo). A fuga das más companhias. Orai pelos que estão em perigo de ofender a Deus.
ORAÇÃO
Fazei, vos suplicamos, Deus omnipotente, que a intercessão do bem-aventurado Zenão, vosso mártir, cujo nascimento para o céu celebramos, nos fortifique no amor do vosso augusto Nome. Por J. C. N. S. Amém.
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