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Teólogas alemãs atacam veneração de Santa Maria Goretti e merecem exorcismo, diz site católico

9 de julho de 2026 às 13:16

Teólogas alemãs atacam veneração de Santa Maria Goretti e merecem exorcismo, diz site católico

Um artigo do portal Religión Digital, baseado em texto de três teólogas alemãs do katholisch.de, critica a veneração de Santa Maria Goretti como 'mártir da pureza', gerando forte reação do site Infovaticana, que acusa as autoras de promover uma inversão anticristã e sugere que necessitam de um exorcista.

O site Infovaticana publicou uma contundente resposta a um artigo do Religión Digital, que por sua vez se baseou em um texto do katholisch.de assinado por três teólogas alemãs. O texto original questiona a veneração de Santa Maria Goretti como 'mártir da pureza', argumentando que essa abordagem seria problemática e poderia impor uma moral opressiva a meninas e mulheres. A resposta do Infovaticana não poupa críticas, classificando o artigo como algo que 'não pede uma resposta teológica, mas um exorcismo'.

Segundo o Infovaticana, as teólogas não se limitam a pedir prudência pastoral ou a corrigir catequeses mal formuladas, mas realizam uma operação ideológica: primeiro reconhecem que Maria Goretti foi vítima de um crime brutal, depois afirmam que a Igreja instrumentalizou sua história para impor uma moral opressiva, utilizando vocabulário como gênero, trauma, abuso e poder. A conclusão, já preestabelecida, é que a categoria tradicional de 'mártir da pureza' deve cair.

O site católico tradicional argumenta que a virgindade, a pureza, a castidade, o martírio e o perdão cristão incomodam a mentalidade contemporânea. Maria Goretti, para os críticos, pode ser lamentada, mas não venerada; pode ser usada contra a Igreja, mas não apresentada como fruto da graça. O Infovaticana defende que a Igreja nunca ensinou que uma mulher violada perde a pureza ou que uma vítima de abuso peca por não resistir até a morte, citando Santo Agostinho para afirmar que a castidade não se perde pela violência sofrida.

O cerne da controvérsia, segundo o Infovaticana, é que Maria Goretti é santa porque, em uma situação extrema, escolheu não consentir o mal, preferiu morrer a pecar e perdoou cristãmente seu assassino. Isso manifesta algo que o mundo moderno não suporta: que a alma existe, que o pecado existe e que há bens mais altos que a própria sobrevivência. Para a mentalidade contemporânea, o corpo é o último absoluto; para o cristianismo, não. Para o mundo atual, o supremo é continuar vivendo; para o cristianismo, nem sempre.

O artigo conclui que o verdadeiro alvo das teólogas não é Alessandro Serenelli, o agressor, mas a tradição católica que vê em Maria Goretti uma mártir. O Infovaticana acusa as autoras de despojar uma vítima santa de sua santidade e insinuar que a Igreja venerou uma imagem daninha por décadas. Diante disso, o site sugere que a resposta adequada não é uma nota de rodapé ou um simpósio, mas 'água benta, latim e um sacerdote que saiba o que tem entre as mãos', pois, se uma teologia já não suporta a palavra pureza ou precisa rebaixar o martírio a material traumático, o problema não está na santa, mas na própria teologia.


📎 Fonte original: Infovaticana

📎 Fonte original: Infovaticana

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