Um homem que se identifica como mulher foi preso em Granby, Quebec, sob acusações de agressão sexual contra várias crianças, enquanto trabalhava como babá. A imprensa canadense, ao tratá-lo como mulher, exemplifica como a ideologia de gênero distorce a capacidade jornalística de relatar a verdade.
Emma Grégoire, 27 anos, também conhecido como Cédric Grégoire e Cédrick Grégoire, compareceu ao tribunal pela primeira vez em meados de junho sob acusações de agressão sexual a menor e posse de material pedopornográfico. Desde então, dez novas acusações foram apresentadas, incluindo "contato sexual com menor", agressão sexual e "produção de material pedopornográfico".
A polícia informou que o suposto pedófilo "estabeleceu laços de confiança com jovens mães de sua comunidade", ofereceu serviços de babá e, em seguida, abusou sexualmente das crianças que lhe foram confiadas entre janeiro de 2022 e junho de 2026. Segundo o Reduxx, entre as vítimas conhecidas, uma tinha apenas 4 anos na época dos fatos, e outra, 6. A polícia acredita que há outras vítimas e faz um apelo público para que pais que tiveram contato com Grégoire nas regiões de Haute-Yamaska, Estrie e Montérégia entrem em contato com a polícia local.
Como várias vítimas já foram identificadas em diferentes jurisdições de Quebec, a Estrutura Integrada de Gestão de Investigações de Crimes Graves, coordenada pela Sûreté du Québec, foi mobilizada para unir recursos policiais e proteger melhor as vítimas.
Grande parte da imprensa canadense apresentou o caso como o de uma pedófila atacando crianças. Embora nenhum veículo de língua inglesa tenha coberto o caso até agora, La Presse, Radio-Canada e TVA Nouvelles se referiram à suspeita como mulher, assim como a polícia.
Identificar criminosos do sexo masculino – especialmente aqueles culpados de crimes geralmente cometidos por homens – como mulheres é, sem dúvida, um dos exemplos mais gritantes de como a ideologia de gênero perverte as instituições e compromete fundamentalmente a capacidade da imprensa (sem falar das forças policiais) de dizer a verdade.
Para aqueles que acham essa afirmação exagerada, vejamos alguns exemplos. Manfred Sperling, condenado em 2001 por delito sexual perigoso por uma série de agressões sexuais contra mulheres e por agredir e ameaçar uma menina de 12 anos, agora se identifica como "Amanda Cooper" e afirma ser mulher. Ele entrou com uma ação judicial para ser transferido para uma prisão feminina, após o Serviço Correcional do Canadá negar seu pedido devido ao perigo que representa para as detentas. A Radio-Canada, emissora pública canadense, noticiou: "Um tribunal decidirá se é apropriado transferi-la para um estabelecimento feminino."
Em 2024, Levana Ballouz, um quebequense, foi condenado por esfaquear fatalmente sua companheira e depois sufocar os dois filhos do casal, de cinco e dois anos. O juiz o classificou como "sádico" e "perigoso". A Radio-Canada o descreveu como mulher, embora até mesmo seu desenho não tenha conseguido dar-lhe uma aparência feminina. Julgue esta magnífica fórmula de propaganda: "Ballouz, 38 anos, era conhecida como Mohamad Al Ballouz na época de sua acusação. Uma vez condenada, ela pediu para cumprir sua pena em um presídio federal feminino."
Um agressor sexual tão perigoso que um juiz de Alberta lhe impôs uma pena indeterminada foi descrito pela Radio-Canada da seguinte forma: "Lucy Blackplume, 30 anos, que cometeu seus crimes em Alberta e Saskatchewan sob o nome de Josiah Blackplume, recentemente se declarou culpada de agressão sexual armada e lesões corporais." Em um determinado momento, Blackplume tentou estuprar uma mulher sob ameaça de faca. A Radio-Canada acrescenta: "A maioria de suas condenações é por atos de violência sexual."
Ao ler a imprensa canadense, pode-se pensar que, na última década, o número de mulheres pedófilas e mulheres estuprando outras mulheres explodiu. Essa impressão se deve aos termos deliberadamente escolhidos por jornalistas e editores. No entanto, esses termos são mentirosos e devem ser tratados como tal.
📎 Fonte original: Lesalonbeige
