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Mons. Agüer vê na Misa Tradicional e nos jovens a garantia de futuro para a Igreja

6 de junho de 2026 às 14:05

Mons. Agüer vê na Misa Tradicional e nos jovens a garantia de futuro para a Igreja

O arcebispo emérito de La Plata, Dom Héctor Agüer, destacou o crescente interesse dos jovens pela Missa tradicional e pelas peregrinações a ela vinculadas, fenômeno que, segundo ele, demonstra a vitalidade da ortodoxia e da tradição católicas, constituindo uma esperança para o futuro da Igreja.

Em um artigo publicado pelo portal Rorate Caeli, o prelado argentino observa que em diversos países europeus se verifica uma revitalização da liturgia tradicional, especialmente entre as novas gerações. Como exemplo, cita a multitudinária peregrinação de Paris a Chartres, que neste ano voltou a reunir dezenas de milhares de participantes com idade média próxima aos 22 anos.

Dom Agüer considera que o sucesso de iniciativas como a peregrinação Paris-Chartres reflete uma recuperação da tradição católica em países onde, segundo afirma, esta havia sido asfixiada durante décadas pelo liberalismo, pelo progressismo e pelo ateísmo. Junto à histórica peregrinação francesa, o arcebispo menciona outras convocações similares que surgiram ou experimentaram notável crescimento em distintos países, como a peregrinação Rawson-Luján na Argentina, Oviedo-Covadonga na Espanha e Roma-Subiaco na Itália. A seu juízo, estes acontecimentos mostram que existe um interesse crescente pelas expressões mais tradicionais da fé católica, especialmente entre os jovens.

Em sua reflexão, Dom Agüer recorda que a Missa tradicional tem suas raízes nos primeiros séculos do cristianismo e foi codificada após o Concílio de Trento, permanecendo substancialmente vigente durante séculos. O arcebispo sublinha especialmente o caráter sacrificial da liturgia tradicional, centrada na atualização sacramental do sacrifício de Cristo na Cruz e orientada primordialmente à glória e adoração de Deus. Segundo explica, esta forma litúrgica acompanhou a vida da Igreja durante séculos e nunca foi abolida formalmente, razão pela qual continuou a ser celebrada até nossos dias junto ao rito promulgado após o Concílio Vaticano II.

Sobre a reforma litúrgica posterior ao Concílio Vaticano II e a promulgação do Missal de Paulo VI, embora reconheça plenamente a validade da liturgia reformada e recorde que é a missa que celebra habitualmente desde sua ordenação sacerdotal há mais de meio século, considera que a reforma foi muito além do que teria requerido uma atualização prudente dos ritos tradicionais. Dom Agüer sustenta que algumas das ambiguidades introduzidas durante o processo de reforma favoreceram interpretações e práticas litúrgicas afastadas do espírito autêntico da liturgia católica.

Finalmente, o prelado adverte sobre os efeitos negativos de determinadas práticas que são incompatíveis com a dignidade do culto divino. Como exemplo, menciona casos de celebrações nas quais sacerdotes introduzem elementos alheios à liturgia ou convertem a missa em um espaço de criatividade pessoal. "Não se trata de criatividade, mas de fidelidade", afirma Dom Agüer, recordando o ensinamento da Igreja segundo o qual nenhum sacerdote pode acrescentar, suprimir ou modificar por iniciativa própria aquilo que estabelecem os livros litúrgicos. Para o arcebispo argentino, o crescimento das peregrinações tradicionais e o interesse que desperta a liturgia tradicional entre numerosos jovens constituem um sinal de que muitos fiéis buscam precisamente uma celebração marcada pela reverência, pela continuidade com a tradição e pela fidelidade às normas da Igreja.

📷 Foto: 🇻🇳🇻🇳Nguyễn Tiến Thịnh 🇻🇳🇻🇳 via Pexels — A vibrant Catholic mass with people praying in a decorated church.

📎 Fonte original: InfoVaticana

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