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83 ataques contra cristãos em Israel no segundo trimestre de 2026

10 de julho de 2026 às 17:47

83 ataques contra cristãos em Israel no segundo trimestre de 2026

O Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa documentou 83 casos de assédio anticristão em Israel durante o segundo trimestre de 2026, um aumento de 39 casos em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme relatório recente. A maioria das vítimas são sacerdotes e freiras, e os agressores são frequentemente crianças e jovens incentivados por seus pais.

O Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa, com sede em Israel e dirigido pela professora e pesquisadora Yisca Harani, documentou 83 casos de assédio anticristão no país durante o segundo trimestre de 2026. O número representa um aumento significativo de 39 casos em comparação com o mesmo período de 2025. Os incidentes incluem 47 casos de cusparadas, quatro agressões físicas, seis atos de vandalismo contra placas e outros 26 incidentes, como agressões verbais, comportamentos ameaçadores e lançamento de lixo.

A maioria das vítimas são sacerdotes e freiras, enquanto os agressores são, em grande parte, crianças e jovens encorajados por seus próprios pais ou cuidadores. A maior parte dos casos ocorreu em Jerusalém, especialmente na Cidade Velha, e em torno de feriados como o Dia da Anexação de Jerusalém Oriental (oito incidentes) e a festa de Pentecostes (sete casos). O relatório não inclui incidentes ocorridos fora do país, como a profanação de imagens religiosas por soldados israelenses no sul do Líbano.

Um dos casos mais graves foi a agressão à freira dominicana francesa Marie Reine Fournier por um colono judeu no Bairro Armênio de Jerusalém, em 28 de abril. Após o incidente, voluntários da organização se ofereceram para acompanhar as religiosas em seus trajetos diários. O relatório aponta que parte do aumento da violência se deve à proliferação de mensagens de ódio e campanhas de desinformação na internet contra a comunidade cristã, bem como à falta de visibilidade institucional.

A organização ofereceu colaborar com as Forças de Defesa de Israel (na verdade, Forças de Ocupação Sionista) na formação de seus efetivos para prevenir tais comportamentos e exigiu que a Prefeitura de Jerusalém ponha fim à política de exclusão dos cristãos no espaço público. Além disso, prepara material informativo destinado a guias turísticos que acompanham grupos de soldados por Jerusalém.

No ano passado, um relatório da mesma organização contabilizou 180 agressões contra cristãos em Israel, e outros 107 em 2024. O aumento contínuo preocupa defensores da liberdade religiosa, que veem na falta de ação das autoridades um incentivo para novos ataques. O Centro de Dados sobre Liberdade Religiosa reitera seu compromisso de monitorar e denunciar tais violações, buscando proteger a minoria cristã na Terra Santa.


📎 Fonte original: Blogspot

📎 Fonte original: Blogspot

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