Os Santos Sete Irmãos — Jenaro, Félix, Felipe, Silvano, Alexandre, Vidal e Marcial — são filhos de Santa Felicitas, ilustre matrona romana do século II. Sob o imperador Antonino e o prefeito Publio, eles confessaram corajosamente a fé diante de sua mãe, que, segundo São Gregório Magno, temia mais deixar seus filhos vivos após sua morte do que vê-los morrer antes dela, ao contrário dos pais carnais. Jenaro foi açoitado com varas, maltratado na prisão e morto com chumbadas; Félix e Felipe foram espancados até a morte; Silvano foi precipitado de um lugar alto; Alexandre, Vidal e Marcial foram decapitados.
As Santas Rufina e Segunda, irmãs virgens, foram prometidas em casamento a dois senhores romanos, mas recusaram-se a casar, pois já haviam escolhido Jesus Cristo como esposo. Na perseguição dos imperadores Valeriano e Galieno, foram encarceradas e açoitadas para que consentissem na perda da virgindade e da fé. Lançadas ao Tibre, foram salvas por um anjo. Finalmente, foram decapitadas por ordem imperial no ano de 257. Seus corpos são venerados na Basílica Lateranense, perto do Batistério.
A meditação sobre estes mártires nos recorda a necessidade de carregar a própria cruz. Jesus Cristo amava ternamente esta mãe admirável e seus sete filhos, bem como as duas irmãs que O escolheram como esposo, e por isso os admitiu a compartilhar Seus sofrimentos. Deus determinou salvar os homens somente pela cruz: Cristo carregou a Sua para nos redimir, e nós devemos carregar a nossa para nos salvar. Este é o caminho real para o céu, pelo qual passaram todos os santos; quem busca outro se desviará.
Os ímpios também carregam sua cruz, mas para sua condenação. Os escravos da vaidade, das riquezas e dos prazeres vivem em contínua inquietação e trabalho, apenas para adquirir bens que abandonarão no dia menos pensado e que os arrastarão ao inferno. Se eles se impõem tanta fadiga por uma recompensa fugaz, seria covardia de nossa parte recusar o sofrimento de um instante em troca de uma glória imortal.
Quer queira, quer não, cada um carregará sua cruz: ou como Cristo, que a pediu sem a ter merecido, ou como o mau ladrão, que a carregou de má vontade e sem mérito. É preciso passar pelos sofrimentos para chegar à glória. Como diz Santo Agostinho, dois caminhos nos mostra Cristo: um penoso, que devemos suportar; outro feliz, que devemos esperar. A mortificação é necessária. Rezemos pelos aflitos.
Oração: "Fazei, vos suplicamos, Deus onipotente, que os gloriosos mártires que tão valentemente confessaram vosso Santo Nome nos façam experimentar os efeitos de sua piedosa proteção. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor." Fontes: Martirológio Romano (1956), Santoral de Juan Esteban Grosez, S.J., Tomo III; Patron Saints Index.
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