O vídeo, publicado pela Arquidiocese de Los Angeles, mostra uma dança guerreira asteca sendo realizada dentro do santuário de uma catedral católica, com movimentos e cantos que invocam as “quatro direções” e outros elementos espirituais indígenas. A cerimônia ocorre diante do sacrário, local onde, segundo a fé católica, Jesus Cristo está realmente presente na Eucaristia. Para muitos fiéis, a cena é chocante e representa uma grave profanação do espaço sagrado.
John-Henry Westen, editor da LifeSiteNews, reagiu ao vídeo classificando o evento como parte de um padrão mais amplo de sincretismo dentro da Igreja Católica. Ele argumenta que tais práticas confundem a distinção entre o culto católico e rituais não cristãos, promovendo uma mistura que compromete a pureza da fé. Westen destaca que não se trata de um incidente isolado, mas de uma tendência preocupante que vem se infiltrando em diversas dioceses.
A dança asteca, originalmente um ritual de guerra dedicado a divindades pagãs, foi adaptada para um contexto “indígena” ou “inculturado”, mas mantém elementos que remetem diretamente a crenças pré-cristãs. As referências às “quatro direções” são comuns em espiritualidades nativas americanas e não têm fundamento na doutrina católica. O uso do espaço do santuário para tais práticas levanta questões sobre a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.
Críticos apontam que a Arquidiocese de Los Angeles, sob a liderança do arcebispo José Gomez, tem promovido uma agenda de “diversidade” e “inclusão” que, na prática, resulta na introdução de elementos religiosos não cristãos dentro da liturgia e dos espaços sagrados. Para muitos católicos tradicionais, isso representa uma traição à fé recebida dos apóstolos e um escândalo para os fiéis.
O vídeo gerou forte reação nas redes sociais, com católicos expressando indignação e pedindo que a arquidiocese se retrate e reafirme a doutrina católica sobre a exclusividade do culto a Deus. Alguns fiéis lembram que o Catecismo da Igreja Católica condena explicitamente o sincretismo religioso, que busca combinar elementos de diferentes religiões como se fossem igualmente válidos.
Westen conclui que é necessário um retorno à ortodoxia e à disciplina litúrgica, alertando que a tolerância com tais práticas abre portas para a apostasia. Ele exorta os bispos a protegerem a santidade dos templos e a não permitirem que cerimônias pagãs ocupem o lugar que pertence exclusivamente ao culto divino.
📎 Fonte original: Lifesitenews
