O estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, está prestes a aprovar uma lei que elimina a atual proteção legal de crianças não nascidas após 24 semanas de gestação, permitindo que abortos sejam realizados até o momento do nascimento, a critério de um único médico. O projeto H.5595, aprovado pelas duas casas legislativas estaduais, agora aguarda a assinatura da governadora Maura Healey, do Partido Democrata, para se tornar lei.
O estado de Massachusetts está diante de uma decisão crucial que pode legalizar o aborto até o nascimento, eliminando a atual proteção legal para crianças não nascidas após 24 semanas de gestação. O projeto de lei H.5595, que já passou pela Câmara dos Representantes e pelo Senado estadual, agora aguarda a assinatura da governadora Maura Healey, do Partido Democrata. Se sancionado, o estado deixará de ter critérios legais objetivos para abortos tardios, transferindo a decisão para o julgamento individual de um médico.
O projeto H.5595 utiliza termos vagos e enganosos, como 'acesso do paciente', 'julgamento médico' e 'cuidados de saúde reprodutiva', para encobrir seu verdadeiro propósito: permitir a morte de crianças inocentes não nascidas, sem qualquer limite claro. Atualmente, Massachusetts permite abortos até 24 semanas de gestação, mas com exceções para casos de risco à saúde física ou mental da mãe ou de anomalias graves no feto. O novo texto legal remove essas exceções específicas e as substitui por um critério muito mais amplo: a decisão de um médico, baseada em seu julgamento profissional.
Na prática, isso significa que, após 24 semanas, uma mulher grávida precisará apenas encontrar um médico disposto a autorizar o aborto. A indústria do aborto certamente fornecerá médicos que, mediante pagamento, emitirão essas autorizações sem maiores questionamentos. O projeto ainda estabelece que nenhum processo de revisão médica poderá contestar a decisão do médico e da paciente. Essa é uma mudança de paradigma: a lei não definirá mais limites objetivos, mas deixará a decisão nas mãos dos defensores do aborto, que atuam como 'carrascos de jaleco branco'.
Os defensores do projeto negam que ele permita abortos 'até o nascimento', argumentando que essa expressão não aparece no texto legal. No entanto, ao eliminar o limite de 24 semanas e não estabelecer nenhum outro, o efeito prático é exatamente esse: a possibilidade de matar crianças não nascidas em qualquer estágio da gestação, inclusive próximo ao parto. Essa é uma meta há muito perseguida pela lobby do aborto, que busca a eliminação total de qualquer proteção legal para o nascituro.
O que mais chama a atenção no projeto é a completa ausência de referência à criança. O texto fala repetidamente da 'paciente' (a mulher), do 'médico' e do 'sistema de saúde', mas nunca menciona o ser humano cuja vida será ceifada. A criança é silenciada, como se não existisse. Isso contrasta com os avanços da medicina moderna, que demonstram que bebês prematuros extremos podem sobreviver com cuidados intensivos. O National Institute of Child Health and Human Development dos EUA documenta taxas significativas de sobrevivência para nascimentos extremamente precoces. Em vez de reconhecer essa realidade, o projeto amplia as possibilidades de aborto, criando uma contradição moral que os defensores tentam mascarar com indignação hipócrita e propaganda agressiva.
A criança não nascida é um ser humano, com seu próprio DNA, e o nascimento não muda sua natureza. Como pode a lei tratar um feto viável como 'tecido' indefinido, permitindo sua eliminação até o momento do parto? Essa é uma visão ideológica maligna, uma forma moderna de sacrifício humano. O direito à vida é o mais fundamental de todos os direitos, e nenhuma sociedade civilizada pode negá-lo aos mais vulneráveis. O princípio jurídico universal é que ninguém perde o direito à vida por ser pequeno, doente, dependente ou incapaz de se defender. Por que deveria ser diferente para a criança não nascida?
A governadora Maura Healey, que assumiu em 2023, é conhecida por seu alinhamento com a ideologia progressista radical, e o estado de Massachusetts tem se destacado como um bastião do chamado 'woke'. Apesar da aprovação legislativa, a organização Massachusetts Citizens for Life (MCFL) não desiste da luta e convoca a população a pressionar os legisladores e a governadora para que ela vete o projeto. 'A luta não acabou', afirma a MCFL, embora reconheça que as chances de sucesso são limitadas diante da correlação de forças políticas. O objetivo principal é aumentar a pressão pública para que a governadora se recuse a sancionar a lei.
Este é um momento decisivo para Massachusetts: enviar uma mensagem de morte ou de vida. A escolha está nas mãos da governadora, mas a responsabilidade é de todos nós, que devemos defender os mais inocentes e indefesos entre nós.
📎 Fonte original: Katholisches
