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Vaticano agenda evento no mesmo local e data em que negou Missa Tradicional da Summorum Pontificum

26 de setembro de 2026 às 20:10

Vaticano agenda evento no mesmo local e data em que negou Missa Tradicional da Summorum Pontificum

O Vaticano agendou um evento no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro, após ter rejeitado o pedido da peregrinação internacional Summorum Pontificum para celebrar uma Missa de rito tradicional no mesmo horário e local. A peregrinação, que ocorrerá em Roma de 23 a 25 de outubro, terá sua Missa Pontifical transferida para a Basílica de Santa Maria Maior, onde o Bispo Athanasius Schneider presidirá. A Santa Sé, em vez disso, realizará uma palestra sobre São Francisco de Assis como parte das co

A peregrinação internacional Summorum Pontificum solicitou celebrar sua Missa Pontifical no dia 24 de outubro no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O pedido foi negado pelas autoridades vaticanas, que, em seguida, revelaram que realizariam um evento próprio no mesmo local e data: uma palestra sobre São Francisco de Assis, inserida nas comemorações do 800º aniversário da morte do santo. A informação foi divulgada originalmente pelo site LifeSiteNews, que cobre notícias sob uma perspectiva católica tradicional.

Diante da recusa, a Missa Pontifical da peregrinação, que tradicionalmente era celebrada na Basílica de São Pedro, foi transferida para a Basílica de Santa Maria Maior, também em Roma. A peregrinação anual de outubro, dedicada à Missa Latina, percorre as ruas de Roma e culmina dentro do Vaticano, onde a Missa era habitualmente celebrada no Altar da Cátedra. A mudança representa um golpe significativo para os fiéis ligados à liturgia tradicional, que há anos mantêm essa tradição.

Ainda assim, espera-se que a peregrinação mantenha sua parada tradicional na Basílica de São Pedro, onde os participantes poderão ao menos rezar junto ao túmulo do Apóstolo Pedro antes de se dirigirem à Basílica de Santa Maria Maior. Nesta última, o Bispo Athanasius Schneider, conhecido defensor da Missa Tradicional, presidirá a celebração. A peregrinação ocorrerá em Roma entre os dias 23 e 25 de outubro, reunindo católicos de diversas partes do mundo.

Conforme noticiado anteriormente pelo LifeSiteNews, o Papa Leão XIV ainda não respondeu a um pedido de audiência feito pela Summorum Pontificum, mesmo após nove meses da solicitação formal. Os organizadores da peregrinação enviaram uma carta ao Papa Leão XIV, entregue pessoalmente pelo Bispo Athanasius Schneider no Vaticano, em dezembro de 2025, segundo um relatório de Edward Pentin. Até o momento, não houve retorno oficial por parte do Pontífice.

A recusa em conceder o espaço para a Missa Tradicional e a falta de resposta ao pedido de audiência têm gerado profunda decepção entre os organizadores e participantes da peregrinação. Uma fonte ouvida pelo LifeSiteNews declarou: “Apesar desses reveses significativos e profundamente decepcionantes, a peregrinação ainda contará com a presença de católicos ligados à Tradição da Igreja de todo o mundo.” A expectativa é de que o evento mantenha seu caráter de testemunho de fé e devoção à liturgia tradicional.

O Altar da Cátedra, localizado na Basílica de São Pedro, é um dos pontos mais simbólicos para a celebração da Missa Tradicional em Roma. A escolha do Vaticano por realizar uma palestra sobre São Francisco de Assis no mesmo dia e local, em vez de permitir a celebração da Missa, é vista por muitos como um gesto de desprezo para com os fiéis apegados ao rito antigo. A decisão ocorre em um contexto de crescente restrição ao uso do Missal Romano de 1962, após o motu proprio Traditionis Custodes, promulgado pelo Papa Francisco em 2021.

A peregrinação Summorum Pontificum é um evento anual que reúne milhares de católicos de diversos países, unidos pelo amor à liturgia tradicional e pela fidelidade ao Magistério da Igreja. A edição deste ano, mesmo com as dificuldades impostas, promete ser um momento de resistência pacífica e de afirmação da fé católica tradicional. Os organizadores esperam que a celebração em Santa Maria Maior seja um marco de comunhão e devoção, apesar dos obstáculos colocados pelas autoridades vaticanas.

Enquanto isso, a Santa Sé não se pronunciou oficialmente sobre os motivos da recusa nem sobre a coincidência de datas e locais. A reportagem do LifeSiteNews destaca que a situação evidencia uma tensão contínua entre a Santa Sé e os grupos ligados à Missa Tradicional, que veem na atitude do Vaticano um sinal de exclusão e de falta de diálogo. A peregrinação, no entanto, seguirá adiante, confiante na providência divina e no exemplo de tantos santos que defenderam a sacralidade da liturgia.


📎 Fonte original: Lifesitenews

📎 Fonte original: Lifesitenews

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