Em uma declaração contundente divulgada em 8 de junho de 2026, o arcebispo Viganò criticou duramente a decisão de Dom Delpini de cancelar a procissão de Corpus Christi, que há séculos percorre as ruas de Milão. Viganò afirmou que a supressão representa 'um ato de covardia e infidelidade' diante da crescente secularização e do relativismo religioso.
Segundo Viganò, a procissão pública do Santíssimo Sacramento é um ato essencial de fé e testemunho público, especialmente em um tempo em que a Igreja é chamada a reafirmar a presença real de Cristo na Eucaristia. Ele acusou Dom Delpini de priorizar 'diálogos inter-religiosos vazios' e de ceder às pressões de grupos que desejam eliminar qualquer manifestação visível da fé católica no espaço público.
O arcebispo emérito também destacou que a decisão de cancelar a procissão foi tomada sem consulta adequada ao clero e aos fiéis, e que ela contradiz a tradição milanesa, que sempre honrou Corpus Christi com solenidade e participação popular. Viganò lembrou que a arquidiocese de Milão, sob o rito ambrosiano, tem uma história rica de devoção eucarística, e que suprimir a procissão é um sinal de 'capitulação diante do mundo'.
Dom Delpini, por sua vez, justificou a medida alegando razões de segurança e a necessidade de evitar 'tensões' em uma sociedade pluralista. No entanto, Viganò rejeitou esses argumentos, classificando-os como 'desculpas frágeis' que escondem uma falta de coragem pastoral. Ele exortou os católicos milaneses a não aceitarem passivamente essa decisão e a continuarem testemunhando publicamente sua fé, mesmo que isso signifique organizar procissões alternativas.
A controvérsia gerou reações em toda a Itália e entre católicos tradicionalistas no exterior. Vários grupos leigos já anunciaram que realizarão uma procissão independente no dia de Corpus Christi, desafiando a proibição arquidiocesana. Viganò concluiu sua declaração afirmando que 'a traição dos pastores não pode apagar a fé do povo de Deus' e que 'a Eucaristia continuará a ser adorada nas ruas, com ou sem a permissão dos que deveriam defendê-la'.
Viganò denuncia arcebispo de Milão por cancelar procissão de Corpus Christi: 'Traição'
8 de junho de 2026 às 18:25

O arcebispo Carlo Maria Viganò acusou publicamente o arcebispo de Milão, Dom Mario Delpini, de suprimir a tradicional procissão pública de Corpus Christi na cidade, classificando a decisão como uma 'traição' à fé católica e uma submissão a experimentos inter-religiosos que comprometem o testemunho fundamental da Igreja.