Os santos Primo e Feliciano eram irmãos que se animavam mutuamente na prática das virtudes cristãs. Foram presos por ordem de Diocleciano e Maximiano, mas um anjo os libertou da prisão. Capturados novamente, foram levados diante do pretor Promoto, que os separou na esperança de vencer sua constância.
O pretor tentou primeiro convencer Feliciano, sem sucesso. Chamando Primo, disse-lhe: "Imita a prudência de teu irmão: ele obedeceu aos imperadores e agora está coberto de honras". Porém, Feliciano respondeu: "Um anjo me fez saber o que aconteceu a meu irmão. Oxalá eu seja digno de participar de seu martírio!"
Irritado, o pretor condenou ambos a serem lançados aos leões, mas as feras, esquecendo sua ferocidade natural, vieram fazer-lhes festa. Finalmente, ordenou que fossem decapitados. Assim, os dois irmãos, que os tormentos não puderam separar, foram gozar da mesma glória no céu.
O Martirológio Romano também recorda outros santos neste dia: São Efrém, diácono e doutor da Igreja; São Vicente, mártir em Vernemet; São Diomedes, médico e mártir; Santa Madrun, viúva; São Maximiano, bispo de Siracusa; São Columba, presbítero e abade; São Ricardo, bispo; São José de Anchieta, presbítero jesuíta; e o Beato Roberto Salt, mártir cartuxo.
A meditação proposta para este dia reflete sobre três classes de temor: o temor de Deus, princípio da sabedoria; o temor do inferno, que estimula à virtude; e o temor do pecado, que nos afasta de Deus. Os santos prefeririam perder bens e vida antes de cometer um pecado, por menor que fosse, pois ofende a um Deus infinito.
A oração do dia pede ao Senhor a graça de celebrar a festa dos santos mártires Primo e Feliciano de modo que seus sufrágios assegurem os efeitos da proteção divina. A fidelidade a Deus e a conversão dos pecadores são os frutos esperados desta celebração.
