O bispo Robert Barron, figura proeminente do Novus Ordo, utilizou sua influência nas redes sociais para endossar o filme de terror 'Obsessão', atualmente em exibição nos cinemas dos Estados Unidos. A produção, que custou cerca de um milhão de dólares e já arrecadou mais de cento e cinquenta milhões, recebeu a classificação 'R' da MPA, indicando que menores de 17 anos devem estar acompanhados por um adulto. A justificativa oficial para a classificação inclui 'violência sangrenta intensa, imagens espeluznantes, conteúdo sexual, linguagem explícita e desnudez gráfica breve'.
Em sua postagem, Barron escreveu: 'A trama gira em torno do ardente desejo de um jovem de ser amado pela mulher que ama. Buscando um presente para Nikki em uma loja esotérica, Bear encontra um dispositivo chamado “Sauce de um Desejo”. Se você quebrar o bastão e pedir um desejo, ele se realizará. Desesperado, ele segue as instruções e funciona perfeitamente. A antes tímida Nikki se entrega completamente ao encantado Bear. Todos os seus sonhos, aparentemente, se realizaram. Então, as coisas se complicam. Não revelarei mais detalhes da trama. Basta dizer que Nikki devora o jovem e o empurra para a desesperança.'
O bispo continuou: 'Ao longo deste filme, não parava de pensar na famosa frase de Oscar Wilde: “A única coisa pior do que não conseguir o que se quer é conseguir o que se quer”. A questão espiritual subjacente aqui é algo que os grandes mestres reconheceram durante séculos e que está no coração da revelação bíblica: se você vincular seu desejo mais profundo a algo ou alguém que não seja Deus, não encontrará satisfação, mas destruição.'
No entanto, a recomendação de Barron ignora os graves problemas morais do filme. O site de resenhas Our Sunday Visitor News classificou 'Obsessão' como 'O' (moralmente ofensiva), a pior categoria possível. O crítico John Mulderig detalhou: 'O filme contém violência excessiva e sangrenta, imagens espeluznantes, atividade sexual pré-marital gráfica com nudez traseira, nudez total em contexto não sexual, coabitação, temas ocultistas e de suicídio, um incidente escatológico repulsivo, alguns usos de blasfêmias, palavrões mais suaves frequentes, referências ao incesto, linguagem grosseira e vulgar generalizada, e um par de expressões grosseiras.'
A crítica aponta que Barron, ao recomendar o filme, está induzindo os fiéis ao pecado. 'Recomendar um filme tão obsceno como “Obsessão” com o argumento de que oferecerá “importantes verdades espirituais” é mera fachada. A ruína espiritual de ver algo tão profano, cruel, impuro e repugnante supera em muito o possível benefício espiritual de compreender que não podemos encontrar a felicidade plena nas criaturas', afirma o artigo original.
Além disso, a recomendação de Barron é comparada a sugerir que alguém entre em um bordel para aprender sobre a beleza da castidade. 'Se o verdadeiro interesse de Barron fosse ensinar as pessoas a verdade espiritual, ele recomendaria que mergulhassem nos escritos de Santo Agostinho, Santo Afonso Maria de Ligório ou Padre Tomás de Kempis, em vez de sugerir que se revolvessem na última carga de esterco de Hollywood', conclui a crítica.
O artigo original também destaca a hipocrisia de Barron: 'Aqui vemos um sintoma tão típico da religião do Novus Ordo: a preocupação principal (e muitas vezes exclusiva) é sempre a vida natural e o bem-estar temporal, nunca o sobrenatural ou o espiritual. Você se sente desconfortável com o filme? Então evite! Ofende a Deus e tenta você a pecar? Sem problema, quem se importa?!'
Diante disso, a recomendação de Barron é vista como um pacto com o diabo, pois o ser humano tende a consentir com o que seus sentidos e emoções apresentam concretamente, mesmo que tenha recebido uma mensagem verbal sobre como interpretá-lo. A postagem de Barron já acumulou mais de 237.000 visualizações em menos de 48 horas, demonstrando sua influência sobre as almas, para o bem ou para o mal.
