O padre Pagès publicou um texto em seu site sobre a lex orandi, que foi relayado pelo Le Salon Beige. A matéria reproduz integralmente a tribuna e os comentários dos leitores, que debatem a relação entre liturgia e fé, a crise pós-conciliar e a natureza do sacrifício eucarístico.
O padre Pagès solicitou ao Le Salon Beige que divulgasse o texto que publicou em seu site. A publicação original registrou 2.356 visualizações e foi compartilhada por diversos leitores. O artigo gerou cinco comentários, que reproduzimos abaixo, seguidos de uma reflexão sobre a Santa Missa.
Comentário de paquerette, em 30 de setembro de 2026, às 8h07: «No entanto, a liturgia é o reflexo da fé. “Dize-me como rezas, e eu te direi em que crês”. Quando o novo rito “se afasta de maneira impressionante, no conjunto como no detalhe, da doutrina tradicional sobre a missa”, é evidente que a Lex orandi é bem a reveladora da Lex credendi!»
Comentário de TontonJean, em 30 de setembro de 2026, às 8h35: «“Não digo que esta missa seja inválida… Ela é… equívoca”, resposta de Dom Lefebvre a um cardeal do Vaticano. “Se foi para isso que nos convertemos, não valeu a pena”, frase pronunciada por um escritor inglês que havia deixado a religião anglicana e entrado na religião católica, num domingo em que, não podendo ir à Missa, pôs-se a assistir ao “Dia do Senhor”. Eu acrescentaria esta reflexão de um bispo francês, voltando do concílio: “nós colocamos 1789 na Igreja”. Concluo: hoje “Robespierre ainda está lá”.»
Comentário de Garde67, em 30 de setembro de 2026, às 10h36: «O que é a Missa? Ela é, antes de tudo, um chamado do Senhor para nos reunirmos ao redor d’Ele. O chamado dos sinos é o sinal sonoro desse convite ao Banquete – Sacrifício de Cristo Jesus. Uma vez reunidos, os fiéis são acolhidos: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Mas para que a união, que conduz à unidade, possa realizar-se, é necessário receber o perdão do Senhor; é o tempo da liturgia do “Confiteor”. Pois, como diz Cristo: “Portanto, quando fores apresentar tua oferenda ao altar, se ali te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa tua oferenda diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, e depois vem apresentar tua oferenda” (Mt 5,24-25). O celebrante, agindo “in Persona Christi”, concede o perdão à assembleia dos fiéis: “Amém, eu vos digo: tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu” (Mt 18,18). Os fiéis então deixam explodir sua alegria pela proclamação do “Gloria”. A celebração prossegue com a escuta da Palavra de Deus, que une o Antigo e o Novo Testamento numa única e mesma liturgia da Palavra. “Por isso, todo escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus é comparável a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e coisas velhas” (Mt 13,52). Ressoa então o “Credo”, que expressa a alegria das Palavras recebidas e ouvidas, comentadas pelo sacerdote em sua homilia. A celebração desloca-se agora do ambão para o altar, onde se realizará a liturgia eucarística: isto é, o memorial vivo e verdadeiro da Santa Ceia do Senhor. É o ápice da liturgia, onde o sacerdote, agindo em nome e por Cristo, atualiza o santo Sacrifício de Nosso Senhor. “Fazei isto em memória de Mim”. Medimos o que a missa representa: uma recapitulação de toda a criação contida em Cristo que se oferece pela salvação de cada um de nós. Diante desse mistério ao qual somos associados pelos sacramentos da Igreja, o que são nossas querelas litúrgicas? No Evangelho segundo São Marcos, está dito: “João, um dos Doze, dizia a Jesus: ‘Mestre, vimos alguém expulsar demônios em teu nome; nós o impedimos, pois ele não é dos que nos seguem’. Jesus respondeu: ‘Não o impeçais, pois quem faz um milagre em meu nome não pode, logo depois, falar mal de mim; quem não está contra nós está por nós’ (Mc 9,38-40). E ainda esta palavra de Cristo: ‘Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco: também a elas é preciso que eu conduza. Elas ouvirão minha voz: haverá um só rebanho e um só pastor’ (Jo 10,16). O essencial da missa é a unidade ao redor de Cristo ‘para que o mundo creia’ e a participação efetiva de todos no único sacrifício do ‘Senhor que deu sua Vida pela multidão’. Livre cada um de encontrar a forma que lhe convém. A forma, no entanto, não deve estar em contradição com o fundo daquilo que celebramos.»
Comentário de TontonJean, em 30 de setembro de 2026, às 13h51: «O que é a Missa? “A Missa é a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz.” A refeição com o Pão, tornado o corpo de Nosso Senhor, e ao fim da refeição, Jesus propõe um cálice de vinho. Logo antes de descer ao jardim das oliveiras. Pode-se dizer que a partir desse cálice, a Paixão de Jesus começa. Esse sofrimento divino terminará quando o sacerdote celebrante tomar em seu corpo o “sangue” contido no cálice. Em outras palavras, podemos admitir que da Elevação até a Comunhão do Celebrante, estamos no caminho do Gólgota. Jesus deu sua Vida “pro multis”: por muitos…»
Comentário de Trophyme, em 30 de setembro de 2026, às 11h00: «Obrigado ao SB por nos transmitir este texto do padre Pagès, teologicamente impecável.»
Além dos comentários, a página do Le Salon Beige apresenta uma seção de ação intitulada “Não à espoliação dos franceses!”, com uma proposta de Sandrine Rousseau de espoliar a poupança dos franceses. Há também uma lista de categorias e artigos relacionados, como o manifesto pela fé do cardeal Müller (9 de fevereiro de 2019), “Por que chorar? Ele já venceu” (10 de abril de 2009), “Transmettre publica um percurso de catecismo” (19 de junho de 2016), “O que é a misericórdia? E sua história na Revelação?” (9 de dezembro de 2015), “Sacerdote a serviço da Verdade” (9 de abril de 2009), “A ação dos cristãos no universo político, social e econômico” (18 de julho de 2010), “Por que a esperança cristã é tão importante?” (14 de janeiro de 2018), “O que é a Magnanimidade?” (15 de maio de 2020) e “Não vim trazer a paz, mas a espada” (16 de dezembro de 2023). A página também oferece opções de compartilhamento, impressão, envio a um amigo, além de links para doações, assinatura e anúncios de eventos católicos, como a missa pela Rainha Maria Antonieta em 16 de outubro em Saint-Denis, a projeção do documentário “Les baroudeurs du Christ” em Saint-Maur-des-Fossés, e a missa pela vida em homenagem ao Professor Lejeune em 28 de março. O texto integral do padre Pagès, embora não reproduzido diretamente na página, é o objeto central da tribuna, e os comentários refletem o debate sobre a lex orandi e a crise litúrgica pós-conciliar.
📎 Fonte original: Lesalonbeige
