Isabel Vaughn-Spruce, codiretora da Marcha pela Vida Reino Unido, anunciou em 2 de junho que o Arcebispo Richard Moth, Arcebispo de Westminster e presidente da Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, celebrará a Missa de abertura do evento. Além dele, os Arcebispos Bernard Longley, de Birmingham, e John Wilson, de Southwark, juntamente com outros 11 bispos de toda a Inglaterra, País de Gales e Escócia, confirmaram presença na marcha marcada para 5 de setembro.
"O apoio de 14 bispos na Marcha anual pela Vida é um sinal poderoso de unidade e esperança", declarou Vaughan-Spruce à LifeSiteNews. "A participação deles destaca a importância crescente do testemunho público na promoção da dignidade de toda vida humana e o papel fundamental que a Igreja Católica tem na defesa dos vulneráveis com verdade e compaixão."
A marcha ocorre em um momento crítico para o Reino Unido, onde o Parlamento votou pela descriminalização do aborto até o nascimento. Além disso, ativistas pró-vida, incluindo a própria Vaughan-Spruce, foram presos por orar silenciosamente sob as leis de "zonas de exclusão" (buffer zones), que entraram em vigor em 2024 e proíbem qualquer tentativa de "influenciar" a decisão de alguém de acessar, fornecer ou facilitar serviços de aborto em um raio de 150 metros de clínicas abortistas.
A ADF International, organização de defesa jurídica, destacou que as orientações oficiais sobre a lei estabelecem que a oração silenciosa por si só não é ilegal, a menos que seja acompanhada de atividade "ostensiva". No entanto, Vaughan-Spruce sempre insistiu que nunca realizou qualquer ação que atingisse esse nível, e a polícia não possui provas concretas do contrário. Apesar disso, ela foi processada criminalmente em dezembro de 2025, no primeiro caso sob a nova lei.
Nos últimos anos, a Marcha pela Vida do Reino Unido tem atraído milhares de ativistas pró-vida energizados, incluindo muitos jovens, que enchem as ruas de Londres para testemunhar em defesa dos nascituros. Em 2025, o evento contou com uma multidão expressiva, conforme registrado em vídeos e reportagens.
A participação recorde de bispos neste ano é vista como um sinal de fortalecimento da posição da Igreja Católica no país diante da escalada de medidas legislativas e judiciais contra o movimento pró-vida. A Marcha pela Vida Reino Unido espera que a presença episcopal inspire ainda mais fiéis a se unirem à causa, reafirmando o compromisso com a dignidade da vida humana desde a concepção até a morte natural.
